Skip to content

Meus!

fevereiro 25, 2014

20140225-163309.jpg

Conjunções

fevereiro 25, 2014

EXERCÍCIOS:

1) Sublinhe as conjunções:
a) Saiu cedo, mas não voltou ainda.
b) Estava estudando, quando você me telefonou.
c) Você reage ou será dominado pela doença.
d) Não compareceu à reunião nem justificou a falta.
e) Não se afobe, pois dispomos de bastante tempo.
f) Falou bonito, todavia não me convenceu.
g) Você presenciou a cena, portanto pode explicar tudo.
h) As plantações estavam bonitas, mas o temporal destruiu tudo.
i) Nossas leis não são justas, portanto precisamos de uma Constituinte para modificá-las.
j) Errou, mas não quer reconhecer o erro.
k) Ele falava e eu ficava ouvindo.
l) Compre um jipe ou um caminhão.
m) Esperei-o até tarde, mas ele não veio.

2) Diga se a conjunção E está ligando palavras ou orações:
a) Trabalha de dia e estuda à noite. _________________________________
b) O médico e o psicólogo estudam o caso. ___________________________
c) Desceu do carro e entrou no banco. _______________________________
d) Minhas tias e meu avô vieram para a festa. _________________________
 
3) Sublinhe a conjunção coordenativa e classifique-a:
a) Tinha feito vários cursos, logo devia estar preparado para o cargo. ________________________
b) Vocês falam muito, contudo agem pouco. ____________________________________________
c) O ator não aceitava críticas ao seu trabalho e criou vários atritos com a imprensa. ____________
d) Reativemos o transporte ferroviário, pois é mais econômico. _____________________________
e) Os povos da América Latina enfrentam problemas, por isso devem unir-se. _________________
f) Não escreverei nada nem darei entrevista. ____________________________________________
g) Quer colabore, quer dificulte nosso trabalho, o projeto será aprovado. ______________________
h) Continue escrevendo que você pode ir longe. _________________________________________
i) Ou muda muita coisa aqui, ou a situação vai ficar insuportável. ___________________________
j) Havia várias propostas de emprego, todavia o salário não era convidativo. ___________________
 
4) Em cada uma das questões que seguem ocorre uma conjunção coordenativa grifada. Indique o tipo de relação estabelecido por tal conjunção, de acordo com o código que segue.

A) relação de adição;
B) relação de oposição;
C) relação de alternância;
D) relação de conclusão;
E) relação de explicação
 
1. Não vieram à festa nem telefonaram avisando. (       )
2. Compre um carro, ou ande a pé. (       )
3. Ele dever ser importante, pois todos falam dele. (       )
4. O terreno era árido, mas produzia alimentos para todos. (       )
5) Saiu daqui faz umas duas horas, portanto já dever ter chegado. (       )
 
5) Assinale a alternativa onde existe uma conjunção:

a) Era uma casa de tijolos.
b) Vi o carro de Mário.
c) Trajava roupas finas
d) Viu e comprou aquele sapato.
e) Falou contra nós.
 
6) “Não me aguardem, porque não poderei chegar a tempo.”
Neste período a conjunção em destaque estabelece uma relação de:
a) adição
b) oposição
c) alternância
d) explicação
e) conclusão

A terceira margem do rio – Guimarães Rosa

maio 27, 2012

“A terceira margem do rio” é tido como o mais famoso conto de Guimarães Rosa, provocando as mais diversas interpretações, devido a seu teor enigmático presente na história de um homem que se afasta do convívio familiar e a da sociedade, preferindo a solitude do rio, no qual navega em uma canoa construída com um propósito: servir de veículo na busca de respostas ou da resposta para os questionamentos existenciais. 

O narrador, também envolvido na história, é o filho, responsável em relatar o empreendimento do pai e as diversas tentativas dos familiares e amigos em reconduzir o aventureiro navegador ao curso natural da vida. Todas as tentativas são frustradas. A aventura continua, levando a família a tomar decisões radicais: a irmã, após o casamento, muda-se da fazenda levando consigo a mãe; e o irmão toma a mesma decisão. O único a continuar é o narrador, na esperança de convencer o pai a rever sua decisão. 
O filho, ao permanecer na fazenda, próximo ao rio, procura constantemente entender o porquê do afastamento do pai. Essa ausência provocada de forma abrupta e inexplicável, fugindo completamente daquilo que entende como normal na vida humana. Quais os verdadeiros motivos que levaram o seu pai a decidir-se pela solidão ao convívio familiar? O que seu pai estava procurando? A procura do pai seria a procura de todo ser humano? Seria essa a decisão última a ser tomada na busca do conhecimento existencial? Para uma verdadeira compreensão é necessário assumir o lugar do pai na canoa. No entanto, quando seu desejo parece possível de realizar-se, foge com medo, desistindo da idéia. De qualquer forma, a insistência do filho em continuar nas proximidades do rio, demonstra o seu desejo de compreender as razões da existência humana. 

A partir da visão que o filho-narrador tem da aventura do pai, é possível fazer-se uma análise teológica dessa experiência. Alguns detalhes chamam a atenção do leitor, levando a uma apreciação daquilo que apontaria para a presença de elementos metafísicos ou religiosos presentes no texto. O primeiro fator que impressiona aparece logo no título do conto: “A terceira margem do rio”. Uma viagem em direção à terceira margem do rio é algo insólito, anormal. O título é provocativo e misterioso. É preciso um “mergulho” cuidadoso no texto para perceber a verdadeira intenção do autor. 

Já que um rio só tem duas margens, uma viagem a uma terceira margem parece apontar para algo metafísico. A viagem pelo rio tem um propósito que transcende um mero passeio ou divertimento. Há uma busca metafísica e existencial. Há uma busca por respostas, que não podem ser encontradas no curso natural da história. É preciso uma viagem que extrapole a superficialidade da visão. O rio só tem realmente duas margens? Não existe nada além do ordinário? A busca de uma terceira margem pode ser a explicação para a existência das duas margens, as quais ganharão sentidos, trazendo sentido para o navegador. 

É possível decifrar algum simbolismo em relação à água. No que se refere à religião, a água está relacionada ao batismo, experiência de morte para um estilo de vida primitivo e insignificante e nascimento para uma outra vida: vida superior qualitativamente, caracterizada pela excelência e pelo significado existencial. 
A busca do pai (navegador) pode estar num mergulho em si mesmo. Isso explicaria a busca pela solidão. É na solitude, tendo o rio como espelho, que seria possível um encontro consigo mesmo, encarando sua verdadeira natureza, encontrando sentido para a vida e para a sua vida. 

Talvez a busca esteja em torno de uma verdade religiosa, que explique os conflitos e questionamentos no íntimo do seu ser. A existência de um Deus (ou de Deus) parece exigir uma busca transcendental. É preciso ultrapassar as duas margens naturais para alcançar uma margem sobrenatural: a terceira margem. 

Uma outra possibilidade estaria em buscar ou encontrar sentido por meio da própria morte. A decisão radical pelo afastamento, pela solidão, pelo abandono, parece uma decisão pelo perecimento. A vida perde o sentido. A história não tem significado. Se há alguma razão para a existência, ela pode estar do outro lado, na terceira margem. É preciso enfrentar a transição que todos temem, para encontrar numa nova forma existencial o sentido não encontrado entre as duas margens. 

Nem todos estão conscientes da necessidade de um conhecimento da realidade, como também não estão prontos para enfrentar a realidade. Parece ser esta a condição do filho. Ao permanecer à margem do rio, anseia pelo significado da vida. Pede para ocupar o lugar do pai, mas ao contemplá-lo, foge, muito provavelmente, da realidade. Ele não foi capaz de dar o passo necessário para a experiência concretizadora do conhecimento da realidade. A verdade assusta. Ele preferiu continuar entre as duas margens, a enfrentar aquilo que é real quanto a existência humana. 

Procurar a terceira margem parece ser a busca de todo ser humano. A teologia aponta para uma direção que entende como verdadeira e única: conhecer a Deus por meio de Jesus Cristo para poder se conhecer. Por meio da revelação proposicional, encontrada nas Escrituras, é possível navegar com segurança ao encontro da verdade. Se há uma terceira margem, se há uma verdade, se há sentido para a existência humana, em Cristo tudo é solucionado. Nele, toda a aventura se encerra. 

Os Sertões

abril 4, 2012

Literatura – 3o ano

O Pré-Modernismo

A literatura brasileira atravessa um período de transição nas primeiras décadas do século XX. De um lado, ainda há a influência das tendências artísticas da segunda metade do século XIX; de outro, já começa a ser preparada a grande renovação modernista, que se inicia em 1922, com a Semana de Arte Moderna. A este período de transição, que não chegou a constituir um movimento literário, chamou-se Pré-Modernismo.
Uma vez não se tratando de um estilo de época, com características definidas, o pré-modernismo apresenta individualidades bastante acentuadas, com estilos, às vezes, antagônicos, não havendo, portanto, um padrão, mas sim alguns pontos comuns, como por exemplo, a ruptura com o passado e a denúncia da realidade brasileira(o Brasil não oficial do sertão nordestino e dos subúrbios).

CANUDOS: miséria, fanatismo e violência

A guerra de canudos(1896 – 1897) foi um dos conflitos mais violentos da história brasileira, ocasionando a morte de 15 mil pessoas, entre sertanejos e militares.
O Nordeste brasileiro vivia, nas últimas décadas do século XIX, uma de suas piores crises econômicas e sociais, o que provocou a morte de milhares de pessoas, vitimadas, principalmente, pela seca.
Canudos era, inicialmente, uma fazenda abandonada, no sertão da Bahia, na qual se instalou o fanático religioso Antônio Maciel, conhecido como Conselheiro. Em pouco tempo, em torno do líder religioso, formou-se uma cidade de pessoas miseráveis e abandonadas à própria sorte. A cidade, que passou a chamar-se Belo Monte, chegou a contar com cerca de 15 a 25 mil habitantes, sendo superada apenas por Salvador.
Isolados, alheios a pagamentos de impostos e à oficialização da cidade junto ao Estado, logo o povoado passou a Ter problemas com a igreja e com as leis locais, o que gerou o conflito.
Além disso, os sermões de Conselheiro não tratavam apenas da salvação das almas, mas também de problemas concretos, como a miséria e a opressão política. Talvez sem ter completa clareza do que falava, Conselheiro fazia críticas à República nascente, acusando-a de responsável pela condição do povo nordestino. Em todo o país, o movimento foi identificado como monarquista e considerado uma ameaça à soberania nacional, sem que suas verdadeiras causas fossem discutidas.

Adotando o modelo determinista, segundo o qual o meio determina o homem, a obra organiza-se em três partes:

A terra: condições geográficas do sertão.
O homem: descrição dos costumes do sertanejo.
A luta: descrição dos ataques a Canudos até a sua extinção.

Enviado, em 1897, como correspondente , pelo jornal O Estado de São Paulo, ao sertão da Bahia para cobrir a guerra de Canudos, Euclides da Cunha(1866-1909), ex-militar, coloca-se, nitidamente, a favor do sertanejo, situando o fenômeno de Canudos como um problema social, decorrente do isolamento político e econômico do Nordeste em relação ao resto do país. Assim, desmistificou a versão oficial do Exército, segundo a qual o movimento pretendia atacar a República.

FRAGMENTOS DE OS SERTÕES

TEXTO 1: descrição da caatinga.

“Então, a travessia das veredas sertanejas é mais exaustiva que a de uma estepe nua. Nesta, ao menos, o viajante tem o desafogo de um horizonte largo e a perspectiva das planuras francas.
Ao passo que a caatinga o afoga; abrevia-lhe o olhar; agride-o e estonteia-o; enlaça-o na trama espinescente e não o atrai; repulsa-o com as folhas urticantes, com o espinho, com os gravetos estalados em lanças, e desdobra-se-lhe na frente léguas e léguas, imutável no aspecto desolado: árvore sem folhas, de galhos estorcidos e secos, revoltos, entrecruzados, apontando rijamente no espaço ou estirando-se flexuosos pelo solo, lembrando um bracejar imenso, de tortura, da flora agonizante…”

TEXTO 2: descrição do sertanejo.

“O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.
A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempenho, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. [...] Este contraste impõe-se ao mais leve exame. Revela-se a todo o momento, em todos os pormenores da vida sertaneja – caracterizado sempre pela intercadência impressionadora entre extremos impulsos e apatias longas.”

TEXTO 3: a guerra e seu significado.

“Decididamente era indispensável que a campanha de Canudos tivesse um objetivo superior à função estúpida e bem pouco gloriosa de destruir um povoado dos sertões. Havia um inimigo mais sério a combater, em guerra mais demorada e
digna. Toda aquela campanha seria um crime inútil e bárbaro, se não se aproveitassem os caminhos abertos à artilharia para uma propaganda tenaz, contínua e persistente, visando trazer para o nosso tempo e incorporar à nossa existência aqueles rudes compatriotas retardatários.”

Exercícios

1. Com base no texto 1, como se caracteriza a natureza onde vive o sertanejo?

2. De acordo com o texto 2, o sertanejo mostra-se contraditório. Por quê?

3. No texto 3, o autor critica a guerra em si. Afirma que “outra guerra mais demorada e digna” deveria ser travada. Qual é essa guerra?

4. O relato de Euclides da Cunha revela influências da ciência da época e, ao mesmo tempo, o desejo de chegar à verdade dos fatos.

a) Destaque do texto 2 um trecho que comprove as influências de teorias raciais existentes no começo do século XX.

b) Por que se pode afirmar que a estrutura da obra, dividida em três partes, prende-se aos pressupostos naturalistas de análise do comportamento humano?

c) Euclides não aceita a versão oficial do Exército, segundo a qual Canudos era um foco monarquista. Concluindo: na visão do autor, quais são as causas desse fenômeno social?

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Análise

abril 3, 2012

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Análise

Não substitui a leitura do livro.

Os Sertões – análise da obra.

abril 3, 2012

Os Sertões – análise da obra.

Não substitui a leitura do livro!

Conteúdo para sua produção de texto.

abril 3, 2012

Conteúdo para sua produção de texto.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.